Crítica de Segunda | Botando ordem na “casa”

Quando o jogo começa a sair do controle, o treinador experiente não grita com a arquibancada e nem se estressa com o jogador insubordinado. Ele muda as peças. Ajusta o meio-campo, recompõe a defesa e devolve disciplina tática ao time. Nos bastidores da política local, a leitura que pude observar é essa. A partida seguia truncada demais, com faltas desnecessárias e um capitão mais preocupado em meter o “Nariz” em polêmicas ao lado da sua Dalila do que em organizar o jogo.

A solução veio como costuma vir nos times que pensam em vencer campeonatos, não apenas o próximo jogo — a exemplo do nosso campeão local, o vitorioso Luminense que se destacou em 2025 e já projeta voos mais altos em 2026 —. Segundo o Blog do NETO CRUZ, uma jogadora versátil, que vinha atuando bem em outra posição, foi chamada de volta ao setor onde o confronto requer alguém que já se mostrou de confiança ao longo de um ano. Alguém que conhece o gramado, aguenta pressão e sabe jogar com a confiança do técnico e agora passará a ter a “10 e faixa” do time.

Nesse tipo de jogo, ninguém é movido por acaso. O posicionamento de uma jogadora em um setor mais sensível do campo não acontece por causa do placar do dia, mas do desenho do campeonato que está sendo jogado nos bastidores. Experiência entre os pares, trânsito político acumulado e compromissos firmados ainda antes do apito inicial do último pleito também ajudam a explicar este novo movimento. O que parece ajuste técnico é, na verdade, tentativa de reorganizar uma casa fragilizada por um capitão mais atento a distrações “açucaradas” e por uma Dalila que insiste em puxar fios demais, inclusive aqueles que sustentam quem “deveria estar acima dela”. Quando o jogo vira bagunça, intervir deixa de ser opção e passa a ser necessidade.

Enquanto isso, longe do barulho da Cúria fragilizada e obsoleta, a engrenagem administrativa segue outro caminho. A pasta mais sensível da gestão não fica à deriva. Assume quem conhece o funcionamento interno, os números e a rotina pesada do setor, alguém com lastro técnico, respaldo político e trânsito construído fora do improviso. A escolha aponta para continuidade, estabilidade e o reconhecimento de resultados até então inéditos na cidade, construídos longe dos holofotes. Ao fazer esse movimento, o mais alto mandatário demonstra leitura de cenário e capacidade de decisão. Botar ordem na casa, afinal, não é apenas conter vaidades no salão da corte, é garantir que o trabalho siga funcionando de maneira satisfatória para quem realmente importa.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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