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Após 117 mortes de crianças, MP de Contas pede auditoria urgente nas UTIs do Hospital da Criança 

O Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) pediu ao Tribunal de Contas do Estado uma auditoria urgente, inclusive com inspeção presencial, no contrato entre a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela gestão das UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos. A representação, protocolada em 21 de julho, aponta indícios de redução significativa das equipes médicas após a mudança na gestão e solicita a apresentação de escalas, plano de contingência, inventário de equipamentos e outros documentos para verificar as condições de funcionamento das unidades.

Segundo o documento, antes da terceirização as três UTIs contavam com cerca de 53 médicos. Após a entrada do IBMED, relatos reunidos pelo MPC indicam que plantões passaram a funcionar com apenas três profissionais para as três unidades ao mesmo tempo. Caso confirmado pela auditoria, o cenário contrariaria o modelo originalmente previsto pela própria Prefeitura, que estabelecia três UTIs independentes, cada uma com estrutura técnica própria.

A representação também chama atenção para divergências nos dados de mortalidade. Informações do SIM/DATASUS apontariam 113 óbitos infantis no hospital em 2025, sendo 101 nas UTIs, enquanto levantamento interno registra 65 mortes entre janeiro e junho de 2026, das quais 53 ocorreram nas unidades de terapia intensiva. Já a Prefeitura afirma que houve aumento de apenas 4,5% na mortalidade geral. Sem atribuir responsabilidade direta, o MPC destaca que todas as bases analisadas indicam piora dos indicadores após a mudança contratual, razão pela qual considera necessária uma apuração aprofundada.

O documento cita ainda os casos de Kerliane, de 7 anos, do bebê Otto, de 9 meses, e dos gêmeos Bento e Bernardo, de 4 meses, mencionando relatos de familiares sobre demora no atendimento e dificuldades na assistência. O órgão ressalta que esses episódios, isoladamente, não comprovam falha médica, mas entende que, em conjunto, reforçam a hipótese de problemas sistêmicos que precisam ser investigados. Paralelamente, também tramitam apurações do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, do DenaSUS e da Polícia Civil sobre o caso.

Agora, caberá ao Tribunal de Contas decidir sobre o pedido de medida cautelar. Até que as investigações sejam concluídas, permanece a pergunta que ecoa para gestores e órgãos responsáveis pela saúde pública de São Luís: quem está guardando as UTIs enquanto tantas famílias aguardam respostas?

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

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O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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