Mães atípicas no centro da campanha: Poliana Gatinho leva suas reivindicações à disputa federal
Antes de falar em candidatura, é preciso falar de quem passa a madrugada procurando atendimento para o filho, falta ao trabalho para acompanhá-lo numa consulta e ainda precisa cobrar da escola o apoio a que ele tem direito. No Maranhão, muitas mães atípicas vivem essa rotina longe das fotografias e dos discursos sobre inclusão. Elas precisam participar das decisões que afetam suas famílias.
É com essa pauta que Poliana Gatinho disputa uma vaga de deputada federal. Mãe de João Lucas, criança autista com altas necessidades de suporte, ela defende que as dificuldades enfrentadas por quem cuida deixem de ser tratadas como problemas individuais. Em 2024, recebeu 1.402 votos na eleição para vereadora de São Luís. Agora, quer levar as reivindicações dessas famílias ao Congresso Nacional.
Sua campanha propõe ampliar o diagnóstico precoce, reduzir as filas por terapias e garantir profissionais de apoio preparados nas escolas. Também defende proteção contra violência e maus-tratos, acessibilidade e políticas para adolescentes e adultos com deficiência. Entre elas estão residências inclusivas e moradias assistidas, tema urgente para mães que se perguntam quem dará suporte aos filhos no futuro.
Poliana sustenta que essa conversa precisa incluir famílias de pessoas com síndrome de Down, paralisia cerebral, doenças raras e outras condições. As necessidades não são todas iguais; por isso, ouvir as mães deve ser parte da construção das propostas, da definição do orçamento e da fiscalização dos serviços.
As mães atípicas já conhecem o caminho das clínicas, das escolas e das repartições públicas. O que cobram agora é lugar à mesa onde se decide o que será feito. Poliana leva essa reivindicação à eleição de 2026. Seu compromisso, se eleita, será fazer com que essas mulheres sejam ouvidas também depois da campanha.
