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A Teimosia de Sísifo: é possível imaginar-se feliz?

“Quem tem um porquê para viver suporta quase qualquer como.”
Friedrich Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos

Os deuses gregos condenaram Sísifo a rolar uma pedra até o alto da montanha.

Ela cai.

Ele desce, busca a pedra e recomeça.

Para sempre.

Camus viu nisso o retrato do homem moderno. O despertador, o ônibus lotado, o expediente e a conta no fim do mês, tudo se repete sem promessa de recompensa. A pedra é o peso dos nossos dias, e a montanha é a vida sem garantias de um sentido vindo de fora.

Mas o filósofo não se detém na subida. Ele olha para a descida.

É ali, no intervalo em que a pedra rola e o corpo descansa, que Sísifo enxerga com lucidez. Ele sabe que o esforço não leva a lugar nenhum. Sabe também que ninguém virá libertá-lo.

E desce mesmo assim.

Esse é o gesto que importa. A revolta de Sísifo não é resignação, nem fuga, nem a saída falsa de quem inventa uma esperança para suportar o dia. É continuar de olhos abertos, assumindo o destino como coisa sua.

A pedra continua rolando. O castigo continua de pé. O que muda é que quem o carrega, deixa de ser vítima e passa a ser dono dos próprios passos.

Este seu humilde amante do saber já desceu muitas montanhas assim, à meia-noite, com o fardo esperando lá embaixo.

Camus concluiu que “é preciso imaginar Sísifo feliz”.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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