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Entre a liberdade de imprensa e a segurança dos Togados: PGR rejeita arquivar investigação sobre jornalista

Quem vigia o vigia? Parecer de Gonet defende manter apuração e quebrar sigilos de Luís Pablo, que noticiou o uso de carro blindado do TJMA por Flávio Dino

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o arquivamento da investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a atuação do jornalista maranhense Luís Pablo. Em parecer enviado à Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que as apurações prossigam, inclusive com a quebra de sigilos do jornalista. O parecer não é uma decisão: caberá ao STF analisar o caso.

Origem do caso

A investigação decorre de três reportagens publicadas em novembro de 2025 no Blog do Luís Pablo. Os textos trataram do uso, pelo ministro do STF Flávio Dino e por familiares, de uma caminhonete Toyota SW4 blindada pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Uma das publicações informou a placa oficial do veículo e citou a existência de outra, reservada, que o jornalista chamou de “fria”.

Segundo a PGR, a divulgação gerou preocupação na estrutura de segurança do STF. Uma avaliação do Núcleo de Inteligência da Secretaria de Polícia Judicial teria indicado possibilidade de vigilância do carro e de perseguição à autoridade. Com base nisso, o ministro Flávio Dino pediu a apuração de possíveis crimes, entre eles o de perseguição.

Posição da PGR

No parecer, Gonet sustenta que o foco da investigação não é responsabilizar o jornalista pelo conteúdo publicado, mas esclarecer como informações consideradas reservadas foram obtidas e divulgadas. Para ele, reconstituir esse percurso é necessário para elucidar os atos de perseguição mencionados na representação de Dino.

O procurador-geral também defendeu a competência do próprio STF para conduzir o procedimento. De acordo com o parecer, o Regimento Interno da Corte autoriza o exercício do poder de polícia em situações que envolvam risco à segurança de seus integrantes e à esfera institucional do tribunal.

Posição da defesa

Os advogados de Luís Pablo argumentam que a investigação viola garantias constitucionais, como a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. Também questionam a competência do STF, a redistribuição do procedimento por prevenção e a existência de justa causa para as apurações.

A defesa pediu a suspensão das diligências, o reconhecimento de eventuais provas ilícitas e o arquivamento do caso. A PGR opinou pela rejeição desses pedidos.

Próximos passos

O caso segue pendente de análise pelo STF, que decidirá sobre o arquivamento, a continuidade das diligências e as medidas de quebra de sigilo.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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