Procuradora-geral americana afirma que líder venezuelano será processado em Nova York após operação militar que retirou o presidente do país e provocou reação internacional
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve enfrentar em breve a Justiça dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, que afirmou que o líder venezuelano sofrerá “toda a fúria” do sistema judicial americano. Segundo ela, Maduro será julgado no Distrito Sul de Nova York, onde responde a acusações de conspiração para o narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas de alto poder destrutivo, incluindo metralhadoras e dispositivos explosivos.

Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi 04/12/2025 • REUTERS/Jessica Koscielniak
A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar realizada na madrugada deste sábado em território venezuelano. De acordo com autoridades americanas, a ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão pendentes. Maduro, que já tinha uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à sua prisão, teria sido retirado do país para responder aos processos em solo americano.
A operação, descrita como rápida e precisa, foi conduzida pela Força Delta com apoio da polícia dos EUA e rastreamento da CIA, atingindo alvos em Caracas e em outros estados do país. A ofensiva gerou forte repercussão internacional. Enquanto Rússia e Cuba condenaram a ação, o presidente argentino Javier Milei celebrou a captura. No Brasil, o presidente Lula convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os impactos regionais. Já a União Europeia pediu moderação e respeito ao direito internacional, enquanto a oposição venezuelana acompanha o cenário diante da possibilidade de uma transição política.
