Omissão de socorro:  jovem agoniza de dor na UPA enquanto enfermeiros desrespeitam protocolos federais

As cenas de desrespeito com a população já são corriqueiras na upa do Maiobão

Entre o calor e o descaso no atendimento, a população de Paço do Lumiar amarga as consequências da péssima administração da UPA do Maiobão, que pode ser resumida pela sua infraestrutura sucateada, com condicionadores de ar quebrados e um péssimo atendimento resultante de uma gestão desastrosa.

As constantes denúncias de omissão de socorro  já incomodaram até o presidente do COREN-MA, que teve que explicar omissões ocorridas dentro da casa de saúde para uma rádio local, na ocasião a gestão da bagunçada unidade deixou a entender que um vídeo que viralizou na internet, onde funcionários da UPA brincam e se divertem enquanto pacientes com dores tem que ficar sem atendimento, se tratava de profissionais em horário de repouso.

Na noite dessa fatídica segunda não foi diferente, mais uma vez quem estava na upa pode observar de perto cenas de omissão de socorro sendo praticadas dentro de uma unidade de saúde, por “enfermeiras” que não tiveram a humanização como parte de sua formação.

A omissão disfarçada de imperícia, aconteceu quando uma jovem do município foi buscar atendimento na unidade e por despreparo e falhas na equipe teve seu atendimento negado não uma, mais duas vezes, chegando ao ponto de ter que chamar o gestor para resolver a situação, após uma nova reavaliação a paciente que tem histórico de nefrocalcinose e sentia colicas renais agudas foi classificada de verde como se estivesse apenas com um resfriado.

A birra da “enfermeira” da triagem a levou a ignorar o protocolo de Manchester, que visa classificação de casos mais graves para prioridade no atendimento. No sistema público, esse protocolo é obrigatório.

O médico Marco A. Dalfré Filho, fala que o objetivo do protocolo é melhorar o atendimento a todos e agilizar o socorro aos casos mais graves.

“O protocolo é uma sistematização das urgências e emergências que visa a classificação dos quadros mais graves. Paciente com suspeita de infarto, dor no peito, pressão alterada, tem que ser priorizado. Outros exemplos são cólica renal, suspeita de AVC, hemorragia. Eles precisam ter o atendimento mais imediato possível”, cita ele.

Ao dificultar o atendimento da paciente, a enfermeira negligenciou sua divina missão de cuidar de pessoas, ou no mínimo, mostrou sua imperícia e a necessidade de uma formação mais humana para quem vai trabalhar com gente, e detalhe, pessoas frágeis e debilitadas devido ao estado de saúde.

Diante de tantos absurdos cometidos pela gestão da UPA e seus funcionários (quase todos de São Luís, cidade vizinha a Paço do Lumiar), se torna cada vez mais insustentável manter a maneira como a UPA está sendo gerida, sob pena de algum morador acabar falecendo, vítima dessa má organização e má vontade de quem tem complexo de Deus.

Alex filósofo

Jornalista (DRT: 2255/MA) Professor e amante da Filosofia, Empresário, Blogueiro, graduando em Marketing Digital e Ativista Social e Cultural. Com uma formação intelectual lastreada no pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, a crítica é sempre desafiadora e esclarecedora..