André Mendonça devolve provas à Polícia Federal, amplia equipe de peritos e põe investigação em ritmo acelerado, com sigilo controlado
A Polícia Federal vai reforçar a equipe de peritos para agilizar a análise dos dados apreendidos na Operação Compliance Zero, envolvendo o caso Banco Master. A decisão vem após o novo relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, determinar a devolução do material à PF e autorizar que a corporação realize extrações e análises de cerca de 100 celulares e outros dispositivos eletrônicos.
Com a ampliação da equipe, os peritos do Instituto Nacional de Criminalística em Brasília terão apoio de profissionais adicionais, permitindo distribuir melhor os trabalhos e acelerar a investigação. Dois peritos já eram referência no caso. Luís Filipe da Cruz Nassif e Tiago Barroso de Melo, e devem manter funções de supervisão, enquanto outros designados anteriormente podem ser substituídos.
A decisão de Mendonça marca uma mudança em relação à gestão de seu antecessor, Dias Toffoli, que havia mantido o material sob custódia mais restrita e limitado a poucos peritos. Agora, os bens permanecerão sob guarda integral da PF após a perícia, e diligências, como depoimentos, poderão ser conduzidas respeitando a compartimentação de informações e o sigilo necessário.
Apesar de reduzir o grau de sigilo dos autos de IV para III, Mendonça reforçou que apenas agentes diretamente envolvidos terão acesso aos dados. A mudança ocorre após a saída de Toffoli da relatoria, motivada por menções ao ex-ministro no celular do empresário Daniel Vorcaro, registradas durante a perícia da PF.
