Braide lidera com folga, enquanto Camarão amarga maior rejeição em nova pesquisa no Maranhão

Levantamento do Instituto Veritá mostra virada em relação à pesquisa anterior, com vantagem ampla de Braide e alto índice de rejeição dos maranhenses a Felipe Camarão redesenhando o cenário eleitoral

A corrida pelo Governo do Maranhão ganhou contornos de imprevisibilidade em questão de dias. Se antes o cenário apontava vantagem para Orleans Brandão (MDB), agora é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), quem aparece isolado na frente. A mudança brusca é revelada por pesquisas de institutos diferentes, divulgadas em um intervalo curto, e acende um alerta sobre a volatilidade do eleitorado neste início de pré-campanha.

O levantamento mais recente, do Instituto Veritá, divulgado nesta quinta-feira, 2, mostra Braide com 53,4% das intenções de voto no cenário estimulado. Bem atrás, Orleans aparece com 19,2%, praticamente empatado tecnicamente com Lahesio Bonfim (Novo), que registra 18,9%. O dado chama atenção não só pela liderança, mas pela distância expressiva construída pelo prefeito da capital.

O contraste com a pesquisa anterior é inevitável, também publicada por este site Crítica cotidiana AQUI. No último levantamento do Instituto Econométrica, realizado entre os dias 18 e 21 de março, Orleans liderava com 39,1%, enquanto Braide aparecia com 32,5%. Ou seja, em poucos dias, os números não apenas se inverteram, como passaram a apontar uma vantagem larga em sentido oposto.

Alguns fatores ajudam a entender esse movimento. A pesquisa Econométrica foi feita no calor do pré-lançamento da candidatura de Orleans, evento que reuniu dezenas de prefeitos e gerou forte repercussão política, sobretudo no interior. Já o levantamento Veritá surge após o anúncio de Braide como pré-candidato, captando um novo momento da disputa, com maior exposição do gestor da capital e possível impacto direto na opinião pública.

Outro ponto relevante está na metodologia e no perfil das amostras, que podem influenciar resultados tão distintos. Ainda assim, a diferença entre os números vai além de uma simples margem de erro, sugerindo que o eleitorado maranhense ainda está em fase de definição, sensível a movimentos recentes e à construção de narrativas políticas.

No quesito rejeição, o Veritá também trouxe um dado importante. O vice-governador Felipe Camarão (PT) aparece com o maior índice, sendo rejeitado por 50,8% dos entrevistados. Orleans registra 24,7%, enquanto Lahesio tem 18,8%, números que ajudam a desenhar não apenas quem lidera, mas quem enfrenta maiores dificuldades de crescimento.

Com metodologias diferentes, recortes distintos e momentos políticos específicos, as duas pesquisas acabam revelando mais do que uma simples disputa por números. Elas mostram um cenário aberto, em ebulição, onde liderança hoje não garante vantagem amanhã. No Maranhão, ao que tudo indica, a eleição de 2026 já começou e promete ser tudo, menos previsível.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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