Dr. Julinho tenta barrar paralisação da Guarda Civil na Justiça e clima esquenta em São José de Ribamar
A crise entre a Prefeitura de São José de Ribamar e a Guarda Civil Municipal esquentou de vez. Após a categoria anunciar paralisação cobrando melhores condições de trabalho, reajustes e o fim de medidas consideradas abusivas, o prefeito Dr. Julinho decidiu recorrer à Justiça na tentativa de impedir o direito constitucional de greve dos GCMs.
Segundo informações obtidas pelo Blog Crítica Cotidiana, a gestão municipal ingressou com pedido liminar para tentar barrar a mobilização dos guardas civis. A categoria, no entanto, sustenta que a paralisação é legítima e afirma que há anos enfrenta problemas como falta de estrutura, ausência de valorização profissional e perseguições administrativas.

O embate acontece poucos dias após a repercussão das denúncias feitas pelos próprios agentes, que relataram precarização da corporação, abertura de PADs considerados abusivos e insatisfação crescente dentro da Guarda Municipal. Como já mostramos anteriormente aqui no Crítica Cotidiana.
Relembre aqui: Guardas de São José de Ribamar explodem contra gestão Julinho e denunciam “o maior massacre da categoria na história”
Nos bastidores, a tentativa de judicializar a paralisação foi vista por integrantes da categoria como mais um sinal de desgaste e afronta da prefeitura contra os agentes de segurança municipal.
Enquanto isso, cresce a pressão para que o município abra diálogo direto com os grevistas antes que a crise provoque impactos maiores na segurança da população Ribamarense.
Historicamente, São José de Ribamar já apareceu entre as cidades mais violentas do Brasil. Dados do Atlas da Violência/IPEA chegaram a apontar taxa de 96,4 homicídios por 100 mil habitantes no município.
Agora, a expectativa gira em torno da decisão da Justiça e dos próximos passos da mobilização, que promete manter a tensão elevada dentro da fragilizada gestão ribamarense.
