Enquanto possível delação de Daniel Vorcaro avança, Alexandre de Moraes pede que STF coloque em pauta ação que redefine os limites das colaborações premiadas
No mesmo momento em que a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenta fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal solicitou que seja pautada para julgamento uma ação de 2021 que questiona os limites constitucionais das colaborações premiadas, justamente num momento em que a delação de Vorcaro se aproxima de um desfecho e pode trazer revelações sensíveis sobre autoridades.
Essa movimentação acontece em meio a um cenário que mistura política, jurisprudência e relações pessoais. Documentos e reportagens recentes mostram que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, chegou a receber milhões de reais do Banco Master em 2024, durante o período em que a instituição tinha um contrato ativo com a banca.
Conforme publicado pelo portal Metrópoles, há registros de que o ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam feito ao menos oito voos em jatos executivos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, o que alimenta o debate sobre possíveis vínculos externos entre autoridades e o centro das investigações (veja aqui).
Os críticos argumentam que essas conexões, mesmo que legalmente explicáveis, complicam a percepção pública sobre a imparcialidade do julgamento de um eventual acordo de delação, especialmente se o conteúdo acordado por Vorcaro trouxer menções relevantes a ministros da própria Corte.
Agora, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o plenário analisará os parâmetros constitucionais das colaborações premiadas …
