De R$ 600 ao controle de empresas de ônibus: a meteórica ascensão de beneficiário do Bolsa Família à frente da antiga 1001
Investigação aponta fraude, “laranja” e sócio oculto em grupo de ônibus com dívida de R$ 177 milhões em São Luís
Um beneficiário do Bolsa Família, com renda mensal de cerca de R$ 600, passou a figurar como dono de um grupo de empresas de transporte público responsável por parte da operação de ônibus em São Luís.
O caso, revelado pela imprensa nacional, já é alvo de investigação por suspeita de fraude societária.
No centro da operação está o consórcio que reúne empresas como a Expresso Rei de França, conhecida no sistema como a antiga 1001, além da Expresso Grapiúna. O grupo entrou em recuperação judicial em novembro de 2025, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 177 milhões.
Mesmo afundado em passivos milionários, o consórcio teve o controle transferido em uma negociação concluída em janeiro, passando a figurar em nome de Willame Alves dos Santos, apontado como responsável pela compra das cotas por cerca de R$ 3 milhões.
Além de beneficiário do bolsa família, como comprovam os prints abaixo, Willame tem antecedentes na polícia do Ceará, com registro de prisão em flagrante por suspeita de aplicar golpe com falsos comprovantes de Pix em uma pizzaria.

A discrepância levantou suspeitas imediatas de uso de “laranja” para ocultar os verdadeiros donos do grupo.
Há indícios da existência de sócio oculto ligado à gestão anterior, além de possível tentativa de blindagem patrimonial. Como resposta, foi determinado o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de envolvidos.
