Com a eleição interna se aproximando na UFMA, as máscaras vão caindo e um lado do reitor Fernando Carvalho Silva, ainda não conhecido do grande público, vem à tona. O que era tratado apenas as portas fechadas começa a escapar pelos corredores. E o cenário não é nada confortável muito menos moral pra quem hoje ocupa as cadeiras mais altas da universidade e comanda os vultosos cofres da instituição.
O desgaste já não dá mais pra esconder. Segundo informantes que preferiram permanecer anônimos por medo de represálias, a postura centralizadora, decisões impostas e pouca abertura ao diálogo criaram um ambiente de tensão e até relatos de assédio que agora começam a cobrar seu preço.
E os fatos mais recentes ajudam a entender como essa crise saiu do controle…
A exoneração do professor Luciano Façanha, então diretor do CCH, acendeu o pavio. A decisão foi interpretada por boa parte da comunidade acadêmica como mais um ato de imposição vindo de cima. O resultado veio rápido, reação interna, mobilização e um clima de tensão que se espalhou pela universidade.
O nível de desgaste chegou a um ponto incomum. A reitoria amanheceu fechada sob temor de protestos estudantis, enquanto, nos bastidores, grupos que antes estavam dispersos começaram a se reorganizar.
O que antes parecia uma disputa controlada que o reitor tratava com o espírito de “já ganhou”, agora caminha pra um cenário de incerteza. A crise não só expôs uma das inúmeras fragilidades da gestão, como também abriu espaço pra novas articulações dentro da universidade…
…e as eleições se aproximam…
