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546 dias de silêncio e as “jujubas batizadas” voltam a assombrar a Câmara de Paço do Lumiar

O caso das polêmicas “jujubas batizadas”, que envolveu vereadoras de Paço do Lumiar em um almoço dionisíaco à la Calígula em 9 de maio de 2025 no sítio do vereador Miau, voltou a assombrar o plenário da Câmara nesta sexta-feira (6), exatamente 546 dias após o episódio

O assunto ressurgiu inesperadamente durante uma discussão calorosa sobre a retenção da chave de um gabinete pelo vereador Rafael Neves. No calor do debate, a vereadora Mary do Mojó aparteou o discurso de Ellen do Bigode (Procuradora da Mulher na Casa) para anunciar que levará à tribuna, em uma próxima sessão, os detalhes da “grande violência” sofrida pelas parlamentares naquela fatídica data, quebrando o longo silêncio que cerca o polêmico tema das jujubas.

A reação de Ellen do Bigode ao aparte de Mary chamou a atenção e foi descrita nos bastidores locais como desorientada e desconcertada. Em tom enigmático, a procuradora afirmou que não se deve esperar o amanhã porque ele pertence a Deus, emendando que “talvez a gente não esteja aqui” nas próximas sessões.

“Eu acho que às vezes, eu acho, vereadora, que a gente não tem que esperar pelo amanhã, às vezes o amanhã pertence a Deus”, disse a “procuradora da mulher”.

O posicionamento gerou estranheza, especialmente porque Ellen havia sido a única dos 19 parlamentares a romper o silêncio logo após o ocorrido, em maio de 2025, quando afirmou à Rádio Educadora FM ter adotado as medidas judiciais cabíveis, medidas essas desconhecidas do público e ineficazes mais de um ano depois do episódio dionisíaco e satitrico.

A postura atual, somada à fala reticente, levanta questionamentos no meio político sobre os desdobramentos internos do caso desde as declarações iniciais onde a vereadora falava que isso não ia ficar assim em contraste com a frase desconcertada de ontem.

Até o momento, o inquérito policial registrado na Delegacia Especial do Maiobão segue sem um desfecho público conhecido, não tendo sido divulgados os “mitológicos”laudos periciais (informados por Ellen), indiciamentos ou arquivamentos sobre a suspeita de substâncias entorpecentes nas guloseimas levadas à festa, segundo o BO, por dois vereadores, incluindo o presidente da Casa, Fernando Feitosa e o próximo presidente Paulo Henrique.

O espaço editorial permanece aberto para que Mary do Mojó detalhe suas futuras denúncias, para que Ellen do Bigode esclareça sua declaração em plenário, e para que Fernando Feitosa, Miau e a Polícia Civil se manifestem sobre o andamento e a transparência das investigações.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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