A Câmara virou novela mexicana? o circo político de Paço do Lumiar
Movimentações em torno da cadeira de Rafael Neves levantam questionamentos sobre a sucessão, o cumprimento do regimento e os critérios adotados pela Câmara Municipal.
Em Paço do Lumiar, a política municipal parece ter encontrado inspiração nas novelas mexicanas. Entre anúncios antecipados, disputas por espaço e articulações de bastidores, a sucessão na Câmara Municipal virou assunto de debate.
Enquanto isso, a vaga do vereador Rafael Neves virou uma verdadeira epopeia. Diego, da Império de Lisboa, passou a ser apontado por páginas de Instagram como a pessoa que assumirá a cadeira do parlamentar. Só que esqueceram de combinar com o regimento da casa que aponta outro caminho, e que passa necessariamente pela vereadora Lilian, filha do experiente ex vereador charuto, e que segue no cargo, apesar do egoista tribuno da plebe, Rafael neves, nunca ter passado a chave do gabinete ao qual ele não tem mais titularidade, inconformado e se achando injustiçado talvez isso justifique sua atitude egoista e singular.
Opositores e observadores atentos não demoraram a apontar a ilegalidade da manobra: o gabinete que Rafael Neves tenta usurpar pertence a Lilian de Charuto, e o cumprimento rigoroso da suplência diplomada pela Justiça Eleitoral jamais daria esse salto ornamental sobre as regras do jogo.
Diante do teatro de absurdos, a figura da vereadora Lilian de Charuto surge como a barreira técnica que evidencia o tamanho do desrespeito ao regimento interno da Casa.
Enquanto ela mantém a legitimidade institucional que o cargo exige, os acordos espúrios de bastidores tentam impor o atropelo das leis em nome de conveniências. Resta saber se o parlamento de Paço do Lumiar continuará se sujeitando a esse papel de subordinação humilhante em fim resgatarão a dignidade e a independência que a população merece.
