Agosto Lilás? Justiça concede liberdade no caso do feminicídio de Adriana Oliveira
Todos os anos, agosto chega vestido de lilás. Campanhas são lançadas, discursos são feitos, números são apresentados e a violência contra a mulher volta ao centro das atenções. Mas o calendário muda. A publicidade desaparece. E algumas famílias continuam vivendo aquilo que nenhuma campanha consegue encerrar: a ausência.
Adriana Oliveira foi morta a tiros em Santa Luzia, em março de 2025. Mais de um ano depois, o caso volta ao noticiário por uma decisão judicial que concedeu liberdade ao marido da influenciadora e a outro investigado. A família anuncia que pretende recorrer.
No papel, o Agosto Lilás termina quando setembro chega. Para quem perdeu alguém, porém, não existe mês de encerramento, campanha de conscientização ou hashtag capaz de colocar um ponto final na história. Existem perguntas que permanecem, processos que continuam e famílias que seguem esperando por respostas.
Talvez seja essa a parte menos visível da violência contra a mulher. A notícia passa, o calendário avança e a vida pública encontra outro assunto. Para algumas famílias, entretanto, o tempo não leva tudo embora. Às vezes, apenas transforma a dor em silêncio.
