Família denuncia negligência médica e cobra justiça após morte de paciente internado na clínica La Ravardiere
Impasse entre clínica La Ravardiere e UPA do Araçagy sobre responsabilidade pela morte de Gefesson William Maciel Pereira mobiliza familiares, que preparam manifestação para este sábado
Há tragédias que a burocracia hospitalar tenta transformar em estatística. A da família de Gefesson William Maciel Pereira, no entanto, recusa-se a virar apenas mais um número. Recusa-se, sobretudo, a aceitar o silêncio como resposta.
A família de Gefesson, que era morador e muito conhecido no Maiobão, denuncia supostas falhas no atendimento prestado pela clínica La Ravardiere e pela UPA do Araçagy e pede que as autoridades investiguem as circunstâncias que antecederam a morte do paciente.
Segundo os familiares, Gefesson foi internado na clínica em 24 de junho de 2026, onde realizava tratamento, e faleceu em 25 de julho de 2026. Entre a internação e o óbito, segundo relato encaminhado ao Crítica Cotidiana, existe uma sequência de acontecimentos que, na avaliação da família, precisa ser esclarecida por meio de investigação.
O que a família relata
De acordo com parentes ouvidos pela nossa reportagem, Gefesson teria sido transferido da clínica La Ravardiere para a UPA do Araçagy já em estado de coma, sem acompanhamento de um profissional de saúde durante o deslocamento e sem que a família fosse previamente informada sobre a gravidade de seu estado clínico. Os familiares afirmam que só receberam a comunicação quando o paciente já havia dado entrada na unidade de urgência(UPA).

A irmã de Gefesson, Micheli Natalia, que também era sua tutora, afirma que houve falhas no atendimento prestado pela UPA. Segundo ela, foi lhe repassado que o paciente já chegou à unidade em estado grave e, ainda assim, não recebeu a assistência adequada. Ao mesmo tempo que a UPA havia afirmado que o paciente já havia chegado a unidade em óbito.
Outro ponto levantado diz respeito ao acesso aos documentos médicos. Os familiares afirmam que solicitaram o prontuário e o laudo com a causa da morte, mas alegam que os documentos não foram disponibilizados pela clínica. Segundo eles, um boletim de ocorrência foi registrado e o caso já está sendo acompanhado por um advogado.
Os parentes afirmam que buscam esclarecer a real causa da morte de Gefesson e cobram transparência durante a investigação. Além das suspeitas de negligência médica, eles levantam outras hipóteses sobre o caso. No entanto, até o momento, essas alegações não foram comprovadas e não há manifestação oficial das autoridades confirmando qualquer irregularidade além do que será objeto de apuração.
Manifestação por justiça
Familiares, amigos e pessoas próximas de Gefesson William Maciel Pereira realizarão uma manifestação no próximo sábado para pedir justiça e cobrar respostas sobre as circunstâncias da morte do paciente. O ato tem como objetivo chamar a atenção das autoridades para o caso e reforçar o pedido de uma investigação rigorosa, com esclarecimento da causa da morte e apuração de eventuais responsabilidades. A família afirma que seguirá acompanhando o caso por meio de seu advogado até que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da clínica La Ravardiere, da direção da UPA do Araçagy e da Secretaria Municipal de Saúde, caso queiram apresentar esclarecimentos sobre as denúncias feitas pela família.
