FilosofiaReflexão

Felicidade não é o que você sente. É o que sobra quando a dor vai embora

Epicuro dizia isso há mais de dois mil anos, e ainda soa estranho

A gente aprendeu a buscar o prazer como conquista. Como acúmulo. Como algo que se persegue, se compra, se posta.

Epicuro discordava. Para ele, a felicidade não dependia de experimentar cada vez mais prazer, mas de alcançar uma vida livre daquilo que nos causa sofrimento. Aponia, ele chamava, a ausência de dor física.

E tem um segundo prazer, ainda mais raro: a ataraxia. A tranquilidade da alma. Um estado em que o medo, a ansiedade e as perturbações deixam de governar a existência.

Porque o medo, dizia Epicuro, é pior que a dor. A dor mora no corpo. O medo mora na alma, e de lá, contamina tudo.

Curioso que, quanto mais estímulo temos hoje, mais a ataraxia parece impossível.

Talvez a felicidade nunca tenha sido sobre o que se ganha.

Talvez seja sobre o que finalmente a gente deixa para trás e para de temer.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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