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NO MARANHÃO DE 2026, NINGUÉM APOIA NINGUÉM DE GRAÇA

A eleição de 2026 virou um verdadeiro mercado de trocas

Este humilde blogueiro tem acompanhado com atenção redobrada o espetáculo que se convencionou chamar de “articulações eleitorais” no Maranhão de 2026. O nome é bonito. A realidade, menos. O que se vê, na prática, é um mercado de balcão em que apoios são moedas, candidaturas são mercadorias e o eleitor, esse personagem esquecido, assiste de camarote a uma negociação que raramente o inclui.

O caso mais recente é o do Deputado Federal Duarte Júnior (Avante) que admitiu publicamente que está disposto a abrir mão de disputar a Prefeitura de São Luís em 2028 em troca do apoio de Eduardo Braide e da prefeita Esmênia Miranda à sua candidatura ao Senado. As informações estão na matéria do jornalista Marco Aurélio D’eça Em troca do apoio de Braide, Duarte admite apoiar reeleição de Esmenia… Traduzindo: “Eu não vou atrapalhar vocês depois, se vocês me ajudarem agora.” Maquiavel chamaria de prudência. Este seu humilde blogueiro chama de negócio.

Mas Duarte é apenas a ponta do iceberg. No campo governista, a situação não é menos curiosa. Tem situações envolvendo, por exemplo, Neto evangelista que só aceitaria ser vice de Orleans se sua esposa fosse como Deputada estadual para supostamente herdar sua cadeira na assembleia. Orleans Brandão (MDB) entrou na corrida com 11 partidos e 182 prefeitos na bagagem, números que impressionam até que se perceba que o mesmo grupo precisa acomodar Roseana Sarney, Weverton Rocha, André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes disputando apenas duas vagas no Senado. Quatro gladiadores, dois leões, uma arena. Alguém vai sair machucado, e provavelmente será o eleitor, que votará achando que escolheu um projeto e descobrirá depois que escolheu um acordo.

O episódio mais melancólico, porém, é o de Felipe Camarão. Em 2022, havia um trato, Carlos Brandão disputaria o Senado em 2026, e o vice assumiria a sucessão. O governador preferiu o sobrinho. Camarão, agora sem seu padrinho Flávio Dino na política e sem partido disposto a se unificar em busca de uma candidatura forte ao Palácio dos Leões, circula pelos bastidores como quem procura uma cadeira quando a música já parou . A ironia seria cômica se não fosse trágica.

O fio condutor de tudo isso tem um nome que ninguém pronuncia em voz alta mas todos invocam, Lula. Camarão e Orleans, adversários declarados, disputam o mesmo eleitorado lulista e exibem a mesma fotografia do presidente nos palanques.

Nesse Maranhão de 2026, a coerência ideológica é luxo que poucos se permitem, e os que se permitem, costumam perder.

Aristóteles dizia que o homem é um animal político. No Maranhão desta eleição, o animal parece mais domesticado do que político.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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