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Relacionamento tóxico: não é que o Novo queira o Roberto Rocha. Só não quer que ele seja feliz com outro

“Non amo, non odio, ma non lascio” traduzindo para o português: “Não amo, não odeio, mas não o deixo”

A expressão é de rua, não de filósofo, mas explica melhor que qualquer petição jurídica o comportamento do Partido Novo em relação ao ex-filiado Roberto Rocha.

O Novo apresentou à 3ª Zona Eleitoral de São Luís recurso contra a decisão que confirmou a filiação do senador Roberto Rocha ao PRTB — filiação que, segundo apurou a redação, foi o que garantiu formalmente sua candidatura ao Governo do Maranhão.

O documento tem 29 páginas. Aponta indícios de fraude. Fala em conluio entre o PRTB e o senador. E alega prejuízo eleitoral concreto ao partido que Rocha deixou.

O que diz o Novo

Segundo a legenda, Rocha manteve filiação regular ao Novo e, dois dias depois de assinar nova ficha ao PRTB, omitiu por completo a filiação anterior ao pedir na Justiça o reconhecimento da nova. Em trecho do recurso, o partido afirma que o senador “manteve, por opção própria, filiação regular ao Partido NOVO” e que, ao buscar reconhecimento judicial da filiação seguinte, silenciou sobre a primeira.

A juíza da 3ª Zona Eleitoral havia aceitado a versão de Rocha, de que sua ficha só não fora confirmada no prazo por falha do próprio TRE-MA, e confirmado a filiação ao PRTB como válida.

O que o Novo quer

Fontes ouvidas sob reserva confirmam o óbvio: o partido não quer apenas anular a decisão. Quer suspender os efeitos políticos dela. Na prática, isso significa tentar impedir Roberto Rocha de seguir com os trâmites de sua candidatura ao Palácio dos Leões.

O processo, no entanto, promete ser longo — passa pelo juiz de base, segue ao Pleno do TRE-MA e pode chegar ao TSE. E há mais: o Novo também deve impugnar diretamente a candidatura de Rocha ao governo, numa ação distinta desta.

A contradição no meio do caminho

Aqui mora o problema de quem observa de fora com um mínimo de ironia: o Novo não quer Roberto Rocha de volta. Não há indício de que o partido pretenda recuperar o ex senador como candidato próprio. Mas também não aceita que ele seja de outro partido, muito menos que dispute o governo por ele.

É o script clássico do sujeito tóxico daquele ex que não fica com a mulher, mas passa o dia todo em cima dela: não tem compromisso, mas fiscaliza. Rompe, mas não desgruda. “Não fode e não sai de cima” como dizem os populares nos bares da vida.

Este humilde blogueiro não arrisca prever o desfecho jurídico, isso cabe ao TRE-MA e, depois, possivelmente ao TSE. Mas arrisca uma leitura: quando um partido investe 29 páginas de recurso contra a filiação de um ex-filiado a outra legenda, o que está em jogo raramente é só o rito processual. É controle. É a recusa em deixar o outro seguir livre, mesmo depois do fim.

O processo segue. E o povo do Maranhão, como sempre, assiste à novela partidária sem pipoca, mas com paciência e curiosidade.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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