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“O Príncipe nunca governa por afeto”: Lula fortalece Weverton e fragiliza Camarão

Ao apoiar Weverton mesmo sabendo do impacto sobre Felipe Camarão, Lula revive a lógica descrita por Maquiavel em “O Príncipe”, onde a manutenção do poder vale mais que alianças afetivas ou fidelidade política

O Brasil sempre foi um laboratório avançado daquilo que Maquiavel chamava de “arte de conservar o poder”. E Lula, veterano de muitas guerras políticas, acaba de mostrar que continua entendendo o jogo como poucos.

Segundo o Jornalista Marco Aurélio D’eça, nesta terça-feira (26), em reunião reservada em Brasília com a presença do líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou apoio à reeleição do senador Weverton Rocha. A informação, publicada no site do jornalista, caiu como uma bomba nos bastidores da política maranhense.

O motivo é simples…

Weverton está hoje no palanque de Orleans Brandão, nome ligado ao grupo governista e tratado como adversário direto pelos remanescentes do dinismo. Ou seja, ao abraçar Weverton, Lula acaba estendendo parte do próprio capital político justamente para um campo que setores do PT local tentam combater.

Maquiavel escreveu em O Príncipe que o governante prudente precisa adaptar-se aos ventos da fortuna e às mudanças do tempo político. Lula parece seguir exatamente essa cartilha. Em ano pré-eleitoral, pouco importa o desconforto ideológico dos aliados locais. O cálculo é outro, mais frio, mais pragmático.

Weverton possui base eleitoral consolidada, trânsito político e capacidade de transferência de votos. Sem falar que Lula já declarou que prefere 1 senador aliado a 2 governadores.

A consequência direta da movimentação atinge Felipe Camarão. Pré-candidato ao governo com apoio do PT, Camarão vê surgir um cenário desconfortável, onde o mesmo Lula que deverá defender seu nome no estado também fortalece um senador aliado ao palanque adversário.

Enquanto isso, Eliziane Gama segue como principal nome petista ao Senado dentro do grupo ligado a Camarão. Mas Lula demonstra mais uma vez que, para líderes acostumados à sobrevivência política, lealdade absoluta costuma valer menos que amplitude eleitoral.

Para os aliados de Weverton, o gesto representa uma vitória simbólica contra o isolamento político que setores dinistas tentaram construir nos últimos anos. Já para os críticos, o episódio escancara uma política cada vez mais movida pela conveniência eleitoral, onde alianças mudam conforme a necessidade do momento.

O Maranhão, fiel à própria tradição, volta a oferecer aquilo que sabe produzir como poucos, palanques cruzados, alianças improváveis, lealdades fragmentadas e uma geometria política que muda de forma a todo momento.

Maquiavel provavelmente reconheceria o cenário.

E talvez sorrisse…

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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