“Saída honrosa”: com maior bancada em 2027, PL discute aposentadoria precoce de Dino e Moraes
Uma parcela da bancada do PL no Senado defende que a aposentadoria antecipada de ministros do Supremo Tribunal Federal seria uma alternativa mais vantajosa do que processos de impeachment contra magistrados. Para esses parlamentares, a via do afastamento por vontade própria traria menos conflito institucional e seria mais pacífica para o país, inclusive se Flávio Bolsonaro, do mesmo partido, chegar à Presidência da República.
O modelo em debate é o de Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em 2025, aos 68 anos, embora ainda pudesse permanecer por cerca de sete anos. Segundo os senadores, o mesmo caminho poderia ser seguido por Alexandre de Moraes, principal alvo dos bolsonaristas, e por Flávio Dino, aliado do presidente Lula, o que evitaria o desgaste político de um julgamento no plenário do Senado.
Pelas regras atuais, Moraes, de 57 anos, poderia ficar no STF por mais 18 anos, até a aposentadoria compulsória aos 75. Dino, de 58, poderia permanecer até 2043. Entre bolsonaristas, porém, prevalece a aposta de que Dino deixará o tribunal antes disso, para retornar à política e se tornar o nome da esquerda na sucessão de Lula.
O debate ocorre num momento de fortalecimento do partido no Legislativo. A partir de 2027, o PL terá 28 dos 81 senadores, um terço da Casa, e pretende reivindicar a presidência do Senado. O peso dessa bancada explica por que as articulações do grupo sobre o futuro do Supremo ganham relevância.
