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Tag: News

Intervenção em Turilândia é aprovada após colapso político, enquanto bastidores apontavam interventor antes mesmo da decisão

Com prefeitura e Câmara implodidas pela Operação Tântalo II, TJ-MA aprova medida extrema e levanta questionamentos sobre a escolha do interventor O Tribunal de Justiça…

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São Luís à beira do caos: impasse entre rodoviários e empresas empurra cidade para nova paralisação

O transporte público de São Luís caminha, mais uma vez, para um cenário de paralisação total. Em comunicado divulgado na tarde desta quarta-feira, 21, o…

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Água a preço de luxo: tabela da BRK revela cobranças que chegam a quase R$ 20 mil em Paço do Lumiar e Ribamar

A tabela de serviços da BRK Ambiental, concessionária responsável pelo abastecimento de água em Paço do Lumiar e São José de Ribamar, revela valores que…

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Comitê Paulo Gustavo denuncia autoaprovação de instituto gestor e aponta favorecimento na SECMA

O Comitê de Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura Paulo Gustavo Maranhão lançou um alerta grave sobre a condução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no…

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Muito dinheiro, muitos nomes e poucas explicações: por que aumentou a desconfiança do povo contra a gestão de Eduardo Braide?

Em São Luís, ninguém precisa de linguagem difícil para formar opinião. Na feira, no ônibus e na rua, o povo junta os fatos do jeito…

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Após escrever carta pra Papai Noel, Júlio Filho tenta virar “líder” em Ribamar com pesquisa frágil, eleitorado perdido e tenta surfar na onda de Braide

Pesquisa levanta mais dúvidas do que certezas em São José de Ribamar Apresentada como um “mapa político claro”, a pesquisa divulgada pelo Instituto Luneta sobre…

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Paço do Lumiar: Inquérito identifica quatro envolvidos no linchamento que matou Jerder Pereira

De acordo com o G1 Maranhão, o processo foi enviado ao Ministério Público após mais de um ano de investigações.

A conclusão do inquérito sobre a morte de Jerder Pereira da Cruz, linchado em outubro de 2024 no bairro Novo Horizonte, em Paço do Lumiar, confirma aquilo que as imagens, os relatos e a própria lógica social já sugeriam: Jerder não morreu por causa do surto psicótico que enfrentava, mas pela violência coletiva que se instaurou quando ele mais precisava de proteção. Segundo a Polícia Civil, quatro homens participaram diretamente do espancamento dentro e fora de uma igreja, episódio que terminou com traumatismo cranioencefálico e a morte do barbeiro de 35 anos. O processo, após mais de um ano de idas e vindas, foi finalmente encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se formaliza a denúncia por homicídio.


Jader foi agredido, entrou em uma igreja e acabou amarrado com vários ferimentos — Foto: Reprodução/Redes sociais 

O caso escancara uma engrenagem institucional emperrada. No dia do surto, a esposa de Jerder procurou a polícia, mas ouviu que não se tratava de um “caso de polícia”, orientação que, na prática, deixou a vítima à mercê de uma multidão inflamada que o acusou equivocadamente de ser um ladrão. O advogado da família, Neto Cruz, classificou a demora na responsabilização como “omissão do Estado”, lembrando que justiça tardia, nesse contexto, representa não apenas um erro procedimental, mas a reprodução simbólica da mesma violência que tirou a vida de Jerder. Após meses de prorrogações de prazo, a investigação concluiu nomes, provas e dinâmica do crime, mas nenhuma prisão foi efetuada até agora.

Enquanto o processo se arrasta, quem vive o luto é Fabyana Louzeiro, que estava grávida de cinco meses quando perdeu o companheiro. Hoje mãe de um bebê que jamais conhecerá o pai, ela afirma que a demora judicial prolonga a dor e revitimiza a família. Jerder, diagnosticado com esquizofrenia mas medicado e funcional, era barbeiro, cuidava da casa e tinha planos para o futuro. No dia da crise, dizia ouvir vozes e agia de forma desorganizada, sintomas clássicos do transtorno, mas isso não justificaria o abandono e muito menos a brutalidade sofrida. A tragédia de Paço do Lumiar, mais do que um caso policial, evidencia o fracasso coletivo em lidar com saúde mental, intolerância social e a violência que segue naturalizada nas periferias brasileiras.

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