Depoimento de Anderson Kauã, de 8 anos, ajuda a polícia a reconstruir o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael e mantém buscas em ritmo intenso na zona rural do município
O relato do menino Anderson Kauã, de 8 anos, único entre as três crianças desaparecidas na zona rural de Bacabal que já foi encontrado, tem ajudado as autoridades a reconstruírem a dinâmica do caso. Em depoimento à família e à polícia, ele contou que se separou dos primos, Ágatha Isabelly e Allan Michael, após entrarem na mata à procura de um pé de maracujá e acabarem se perdendo.
Segundo Anderson, durante uma forte chuva, os três chegaram a se abrigar em um casebre conhecido na região como “casa caída”, onde havia apenas objetos velhos e a estrutura bastante deteriorada. Em alguns momentos, relatou que precisaram buscar proteção também ao pé de uma árvore. A principal hipótese da polícia é de que as crianças tenham permanecido juntas por pelo menos dois dias nesse local.
No terceiro dia, ainda conforme o depoimento, Anderson decidiu seguir sozinho pela mata na tentativa de encontrar uma saída. Os primos, mais novos, estariam cansados e preferiram parar. Foi a partir dessa decisão que o grupo se separou. Dias depois, o menino acabou sendo encontrado por um carroceiro, a cerca de quatro quilômetros do ponto inicial do desaparecimento, debilitado e sem roupas.
Após o resgate, Anderson recebeu atendimento médico e acompanhamento psicológico. Familiares e investigadores informam que ele apresenta falhas de memória sobre parte do período em que esteve perdido, o que dificulta a reconstituição completa dos fatos. As buscas por Ágatha e Allan seguem mobilizando forças de segurança e voluntários, enquanto as autoridades reforçam o pedido para que qualquer informação seja repassada imediatamente às equipes oficiais.
