A sexta-feira 13 amanheceu com clima de pesadelo para quem depende do transporte público em São Luís. Nas primeiras horas do dia, ônibus do sistema urbano simplesmente não saíram das garagens, deixando milhares de passageiros sem alternativa para chegar ao trabalho, à escola ou a compromissos importantes.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, a paralisação acontece porque as empresas responsáveis pelo sistema não efetuaram o pagamento dos trabalhadores. Diante da situação, motoristas e cobradores decidiram suspender as atividades logo nas primeiras horas da manhã.
Enquanto isso, o cenário é um pouco diferente no sistema semiurbano, que atende cidades da região metropolitana como Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. A maioria dos ônibus continua circulando, mas com uma limitação que tem causado confusão entre os passageiros.
No Terminal da Cohab, por exemplo, os coletivos não estão entrando. As catracas permanecem interditadas e quem precisa do transporte acaba tendo que esperar do lado de fora, em meio à incerteza sobre horários e embarque.
O sindicato afirma que continua aberto ao diálogo, mas cobra uma solução urgente por parte das empresas representadas pelo Sindicato das Empresas de Transporte. A entidade também cobra o cumprimento de decisões judiciais e a regularização imediata dos salários atrasados.
O caso já está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Maranhão, que ingressou com uma Ação Civil Pública na tentativa de garantir a normalização do serviço e evitar novos colapsos no transporte da capital.
Em uma cidade onde o ônibus é o principal meio de locomoção de milhares de trabalhadores, a paralisação desta manhã mostra que, para muitos ludovicenses, a sexta-feira 13 começou antes mesmo de o dia clarear.
O conteúdo publicado no Crítica Cotidiana é autoral e pode ser reproduzido, desde que a fonte seja devidamente citada. Recomendamos aos leitores observar sempre a data e o horário das publicações para identificar a origem do material.
