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Crítica de Quinta | Os cinco que tiram o sono do poder

Em uma cidade da ilha, há um gestor que dorme mal. Não por excesso de trabalho, até poderia ser, mas não é o caso. Dorme mal porque cinco vereadores da própria base resolveram, certa noite, se reunir sem pedir permissão.

O encontro aconteceu. Houve conversa, houve articulação, houve o tipo de movimentação que, em qualquer democracia funcional, deriva casual. Mas para quem enxerga conspiração em todo canto e traição em cada ausência ou silêncio, o episódio ganhou contornos muito maiores do que talvez merecesse.

Entre os presentes, este humilde blogueiro identificou cinco perfis dignos de nota.

A primeira é aquela figura que parece ter transformado a polêmica em seu método de sobrevivência política. Personagem que faria sucesso em qualquer novela das nove. Seu currículo mistura intrigas, controvérsias e um episódio tão surreal que envolveu seus pares, suspeitas de drogas em jujubas e uma investigação policial. 

O segundo domina a arte da dissimulação política. Sorri para todos, concorda com todos, fingi ser amigo de todos, posa para fotos com todos. Mas todos sabemos que seu cargo se deve ao seu brother. Pq politica não se faz com sorrisos.

O terceiro carrega uma mágoa antiga. E certas feridas aprendem a conviver com o tempo sem jamais cicatrizar completamente. Porém nunca se deve baixar a guarda para um homem cujo o qual você já quase levou sua esposa para a xeirosa.

O quarto é o forasteiro. Chegou depois, mas aprendeu rápido as regras do jogo. Tão rápido que já parece jogar como veterano. Ex cunhado do cérebro ( que ainda tem planos para dominar o mundo) ele foi eleito graças ao capital político do seu ex cunhado apesar de não ser da cidade.

O quinto tem uma ambição mais simples e mais comum. Quer espaço. Quer visibilidade. Quer ser percebido. Mas ao tentar fazer seu papel de vereador foi humilhado e jogado pra escanteio por quem não aceita opniões contrárias.

Juntos, os cinco fizeram aquilo que vereadores costumam fazer quando acreditam que têm relevância política: conversaram, se uniram e tentaram ter relevância com os donos dos porcos .

O problema talvez não esteja na reunião.

Talvez esteja no olhar do observador.

Porque existe uma diferença entre prudência e paranoia. A prudência identifica riscos reais. A paranoia transforma qualquer movimento em ameaça.

Nos corredores do poder, dizem que o mais alto mandatário tem visto sinais por toda parte. Até reuniões viram conspirações.

Pode ser que exista algo ali.

Pode ser que não exista absolutamente nada.

Mas há uma ironia que a política repete desde que o mundo é mundo: às vezes o maior inimigo de um governante não é a oposição.

É o medo permanente de encontrá-la onde ela ainda AINDA não existe.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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