Os bastidores apontam, um prefeito da Grande Ilha pode perder o cargo após as eleições
“O poder que teme cair aprende cedo a plantar seus substitutos.” Uma lição que os grandes articuladores políticos costumam não ignorar…
Nos bastidores da política maranhense, cresce a avaliação de que um prefeito da Grande Ilha pode enfrentar seu período mais delicado logo após as eleições. Embora publicamente o discurso seja de tranquilidade, observadores da política acompanham uma combinação de fatores que pode alterar completamente o cenário político e jurídico do gestor.
Entre esses fatores está o desempenho eleitoral de familiares e de um importante aliado na disputa pelo Governo do Estado. A leitura de parte dos analistas é que o peso político da eleição dessas lideranças pode influenciar diretamente a capacidade de sustentação do prefeito diante de eventuais processos que já existem ou que possam avançar após o período eleitoral.
Embora nenhuma decisão definitiva exista até o momento, um conjunto de movimentações tem alimentado a expectativa de que, encerrado o processo eleitoral, o “rei ficará nu”. Nos bastidores, comenta-se que a sucessora natural em caso de afastamento do titular, já estaria seguindo um caminho próprio e se preparando para um eventual novo cenário, o plano B de sua familia que não a colocou ali por acaso. Há quem diga, em tom de ironia, que o blazer da posse já foi até comprado.
Este humilde blogueiro não precisa apontar o óbvio: quando um cidadão já enrolado na Justiça tem ao lado uma sucessora pronta para assumir, e uma família que pode perder poder num lugar exatamente quando pode ganhar poder em outro, a aritmética política faz o resto sozinha.
Tem gente que treina a vida inteira para um só momento. Ela já está de rédea na mão, esperando a hora certa de derrubar o boi na faixa.
Por isso, lideranças políticas acompanham atentamente cada passo das eleições, conscientes de que o resultado das urnas pode produzir reflexos muito além do que se imagina.
