O caso da conta de água do IEMA do Maiobão escancara um problema que já vem se arrastando há anos em Paço do Lumiar. Segundo o prefeito Fred Campos, a escola foi surpreendida com uma cobrança superior a 500 mil reais em água e esgoto, acompanhada ainda de um aviso de corte no fornecimento. Um valor que, por si só, já causa espanto e levanta dúvidas sobre como essa medição foi feita e por que chegou a esse ponto.
O mais grave é que a situação não parece isolada. O próprio gestor relata que prédios públicos abandonados por administrações passadas continuam recebendo faturas mensais acima de 20 mil reais, mesmo sem funcionamento. Isso indica falhas estruturais no controle dessas contas e também na forma como a concessionária BRK vem tratando o poder público local. Não se trata apenas de números altos, mas de recursos que poderiam estar sendo investidos em educação, saúde e outros serviços essenciais.

Diante do episódio, a prefeitura decidiu reagir. Um decreto municipal foi assinado proibindo o corte de água e esgoto em prédios públicos do município, garantindo a continuidade dos serviços enquanto a cobrança é questionada. A mensagem política é clara, o que for justo será pago, mas o que for considerado abuso será enfrentado. É uma tentativa de equilibrar a obrigação de pagar pelo consumo com o direito de não aceitar valores que pareçam desproporcionais.
