Crítica de Quinta |A vereadora, os indicados e o voto de cabresto
Os bastidores da política da Grande Ilha: chegou a esta redação o relato sobre uma vereadora que estaria percorrendo órgãos da administração municipal para conversar com indicados e, segundo fontes ouvidas, cobrar fidelidade eleitoral.
A dita cuja estaria levando material de campanha para seus indicados em pleno horário de serviço, como se o órgão público fosse seu feudo pessoal…
De patente alta e bigode grosso ela não quer saber de discurso oficial. Nada de documentos incriminadores. Apenas aquela política antiga, feita no corredor, na sala reservada e na conversa que termina com uma pergunta aparentemente inocente: “E aí, tá gostando do emprego, já sabe em quem vai votar?”
Segundo relatos recebidos pela redação, o assédio moral é feito na cara dura em plena luz do dia.
Mas há uma pergunta ainda mais interessante escondida nessa história.
Seriam também os candidatos da própria gestão?
Se não forem, a situação fica ainda mais interessante.
Afinal, quem ocupa espaço dentro da máquina pública deve lealdade ao gestor, ao grupo político ou à própria consciência?
E aqui entra outro capítulo dessa história.
A mesma vereadora, segundo informações que chegaram ao blogueiro, teria tido forte influência sobre uma unidade básica de saúde que posteriormente fora denunciada a este blogueiro relacionada a denúncias envolvendo supostas irregularidades em processos de concessão de benefícios para grávidas. Os prints são comprometedores…
Não cabe a este humilde blogueiro transformar suspeita em sentença. Cabe perguntar.
Se existe tanta disposição para cobrar voto dos indicados, por que não aparece a mesma disposição para explicar as antigas histórias que ainda circulam pelos corredores?
Na política, às vezes, o mais revelador não é aquilo que alguém diz.
É aquilo que precisa ser perguntado.
