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MEC leva à PF e à AGU denúncias de violência política em universidades federais

Ministério vai repassar à PF e à AGU os relatos recebidos desde antes do primeiro turno

O Ministério da Educação passou a reunir os relatos de violência política registrados em universidades e institutos federais durante e depois das eleições de 2026. O material chega por meio da ouvidoria da pasta e também diretamente das próprias instituições. Tudo será repassado à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União.

A medida amplia uma ação que o ministério já havia iniciado antes do primeiro turno, em 4 de outubro. Na ocasião, mensagens intimidatórias circulavam nas redes sociais e em aplicativos de conversa. Segundo o MEC, ao menos dez instituições federais registraram ameaças contra estudantes, professores e patrimônio público, e os ofícios à PF e à AGU foram enviados em 11 de outubro. Os textos, segundo a pasta, falavam em agressões, em destruição de bens públicos e traziam símbolos nazistas.

Naquele momento, o ministro Leonardo Barchini disse que o MEC tinha grande preocupação com a possibilidade de a violência escalar. A PF foi acionada, por meio da área de crimes cibernéticos. Alguns casos já haviam chegado à polícia por iniciativa das universidades. A Universidade Federal Fluminense, por exemplo, levou à PF denúncia de ameaças contra alunos e prédios do campus. Parlamentares também acionaram as autoridades. O deputado federal eleito Jones Manoel (Psol) protocolou notícia de fato na PF de Pernambuco sobre ameaças de atentado.

Um episódio à parte aumentou a tensão no período: o incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco. A PF investiga o caso separadamente das ameaças. Até aquele momento, nada indicava que o fogo tivesse sido criminoso, nem que houvesse ligação com as ameaças a outras universidades.

Como as apurações seguem abertas, o MEC informou que novas denúncias serão incorporadas aos procedimentos. Em nota, o órgão afirmou que as instituições de ensino devem ser espaços de pluralidade, diálogo e respeito à diversidade de ideias, e rechaçou qualquer tipo de ameaça ou discriminação. A pasta também lembrou que a Constituição garante a liberdade de expressão.

Até agora, o ministério não divulgou quantas denúncias novas recebeu depois do primeiro turno, nem quais instituições foram citadas. A PF e a AGU também não detalharam as providências adotadas.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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