VERGONHA EM CAMPO! Estádio sem laudo, jogo sem torcida e gestão fora de ritmo em Ribamar

O que era para ser palco de festa virou símbolo do amadorismo político-administrativo em São José de Ribamar. O Estádio Dário Santos, recém-reformado após mais de 12 anos fechado, foi entregue às pressas pela Prefeitura e liberado pela Federação Maranhense de Futebol sem o principal: laudos de segurança para receber torcida. Resultado? Portões fechados, jogos esvaziados e mudanças na tabela do Campeonato Maranhense. Um vexame anunciado.

Em meio a esse cenário de improviso administrativo, o futebol tratou de escancarar o contraste. Mesmo com o Estádio Dário Santos interditado para o público por falta de laudos técnicos, o Luminense, de Paço do Lumiar, venceu o Imperatriz por 1 a 0, com gol de Índio Potiguar ainda no primeiro tempo, manteve a invencibilidade e assumiu a liderança do Campeonato Maranhense. Dentro de campo houve foco, organização e resultado; fora dele, arquibancadas vazias e o retrato de uma gestão que falha sempre no básico.

Mas o escândalo não para no esporte. O erro acontece no exato momento em que o prefeito intensifica sua campanha política para eleger o próprio filho deputado. Enquanto a máquina administrativa falha no básico, o projeto familiar avança a todo vapor. Coincidência? Para o eleitor atento, dificilmente. Quando o prefeito deveria estar concentrado em governar, parece estar jogando outro campeonato — longe da cidade real.

O estádio virou metáfora perfeita da atual gestão: pintura nova, discurso bonito, mas estrutura incompleta. Quem entrega obra sem laudo não erra por acaso, erra por cansaço. Erra porque já perdeu o foco. E política não aceita gestão no piloto automático, ainda mais quando a população paga o preço da incompetência com arquibancadas vazias e clubes prejudicados.

A essa altura do campeonato, o tropeço no Dário Santos diz tudo o que o marketing tenta esconder e o povo comenta: Ribamar está sendo governada por um prefeito exaurido, mais preocupado com a campanha do filho do que em respeitar o esporte e a cidade. E no futebol — assim como na política — quando o jogador não acompanha mais o jogo, a regra é simples: hora de pendurar as chuteiras e sair de campo.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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