O clima que já estava tenso entre o prefeito de Morros, Paraíba, e a categoria da enfermagem ganhou um novo capítulo depois que o gestor publicou um vídeo tentando justificar o episódio em que teria humilhado uma técnica durante atendimento no Centro de Especialidades Padre Luigi Muraro. A tentativa de defesa, porém, acabou surtindo efeito contrário e gerou ainda mais indignação entre profissionais da área.
No vídeo, o prefeito afirma que não tratou mal a técnica e que apenas disse que ela “tinha que estar organizando a fila”. A fala, que parecia uma explicação, virou motivo de revolta. Nos comentários, dezenas de profissionais lembraram que organizar fila não é atribuição da enfermagem, e que reduzir o trabalho da técnica a esse tipo de tarefa só reforça o desconhecimento do gestor sobre a dinâmica assistencial dentro das unidades.
A situação piorou quando Paraíba, ao lado do médico Samuel, insinuou que a ausência de um abaixador de língua em cima da mesa seria responsabilidade da profissional. A frase soou para muitos como se a técnica tivesse obrigação de funcionar como uma espécie de “babá de médico”, algo que acendeu nova onda de críticas e deixou a categoria ainda mais irritada. Para enfermeiros e técnicos que acompanharam a repercussão, o vídeo não esclareceu nada, apenas reforçou o tratamento desrespeitoso e a falta de preparo da gestão municipal diante de um serviço essencial como a saúde.
