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Com dívida em 82,9% do PIB, reeleição de Lula divide economistas sobre rumo fiscal do quarto mandato

Liberais pedem corte de gastos; desenvolvimentistas defendem investimento público. Analistas projetam um governo pragmático, com crescimento menor em 2027

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma disputa entre economistas sobre como conduzir a economia entre 2027 e 2030. O presidente assume o quarto mandato com a dívida bruta em 82,9% do PIB e projeções de desaceleração logo no primeiro ano.

De um lado, economistas liberais cobram um ajuste estrutural nas despesas. De outro, a ala desenvolvimentista vê as regras fiscais rígidas como um freio ao crescimento.

Liberais: “bomba fiscal”

Para a ala ortodoxa, o governo começa sob alerta fiscal. Silvia Matos, coordenadora da FGV Ibre, diz que Lula deveria retomar o pragmatismo do início do primeiro mandato e “desarmar uma bomba fiscal”, com revisão de gastos e de isenções tributárias.

Esses analistas afirmam que a queda da Selic depende de um sinal crível de austeridade. O risco, segundo eles, é que a equipe econômica ceda a pressões por mais gastos, o que levaria a estagnação com juros altos.

Desenvolvimentistas: investimento como motor

Para os economistas de linha keynesiana, o foco deve ser o crescimento. Pedro Paulo Zahluth Bastos, da Unicamp, defende que gastos com saúde, educação, infraestrutura e tecnologia fiquem fora dos tetos fiscais, porque ampliam a capacidade produtiva do país.

Nomes ligados à ala tradicional do PT, como Guido Mantega, pregam um papel anticíclico do Estado, com valorização do salário mínimo e manutenção do Bolsa Família. Esse grupo também pressiona o Banco Central a levar em conta o endividamento das famílias, que chegou a 81,7% em 2026.

O que esperam os analistas

A expectativa é de um governo pragmático, com pouco espaço de manobra:

  • PIB: desaceleração em 2027, com recuperação ligada a parcerias com o setor privado
  • Fiscal: controle parcial de despesas, sem cortes drásticos em programas sociais nem mudanças na Previdência
  • Juros e inflação: pressão inflacionária e Selic elevada no curto prazo

A consultoria 4Intelligence avalia que Lula tende a ser mais pragmático do que ideológico no governo. O desafio, segundo os analistas, será atender à base eleitoral sem abrir mão das metas fiscais cobradas pelo mercado.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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