Um suposto esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários voltou ao centro do debate nacional após o avanço das investigações no âmbito da CPMI do INSS. Segundo fontes ligadas às apurações, associações estariam “oferecendo” serviços a aposentados e pensionistas sem autorização formal e, por meio de supostas assinaturas falsas, cadastravam beneficiários para realizar descontos mensais nos valores pagos pelo INSS, o Blog Crítica Cotidiana teve acesso a depoimento de vítimas e prints comprometedores. A maioria das vítimas seria composta por idosos em situação de vulnerabilidade, residentes em áreas da zona rural.
No Maranhão, o município de Paço do Lumiar passou a integrar um dos focos das apurações. De acordo com fontes ligadas à membros da CPMI, políticos locais aparecem de forma indireta nas linhas investigativas. Um dos casos que mais chama atenção envolve uma associação denominada ASPEMA, que, segundo essas mesmas fontes, seria ligada a “nomes de Peso” da política Luminense (aliados e cabos eleitorais desses políticos aprecem em fotos da associação sem nenhum pudor), e teria expandido sua atuação por diversos bairros da cidade, com ênfase na zona rural. Após o início das diligências, os pontos onde a entidade funcionava no município teriam sido misteriosamente desativados, o que, por si só, já deixa investigadores com a pulga atrás da orelha.
O blog Crítica Cotidiana trouxe com exclusividade, em matéria intitulada “Paço do Lumiar: caixa-preta do INSS é escancarada no Maranhão e investigações podem alcançar três nomes da política local”, as recentes movimentações da CPMI e os possíveis desdobramentos do caso no município.
Ainda conforme fontes ligadas à investigação, associações de pesca estariam vinculadas a um suposto grupo estruturado, atualmente analisado pelas autoridades por possível utilização irregular de recursos oriundos de benefícios sociais, incluindo o seguro-defeso. Entre os nomes mencionados, divulgados apenas pelas iniciais por ora, estão P.H., M.M. e R.N., além de aliados e assessores políticos dos mesmos, que também estariam no radar dos investigadores.
Outro nome citado aparece pelas iniciais E.S., apontada como possível participante do suposto esquema, que envolveria desde descontos indevidos no INSS até irregularidades relacionadas ao seguro-defeso e ao auxílio-maternidade. As apurações buscam esclarecer se houve uma organização estruturada com o objetivo de ampliar base eleitoral por meio dessas associações e também participação direta de familiares dos suspeitos nas fraudes.
A investigação dos esquemas previdenciários conta com atuação conjunta da Polícia Federal, da CGU e de comissões parlamentares que apuram possíveis fraudes em benefícios administrados pelo INSS. Até o momento, não há condenações judiciais, e todos os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
O blog Crítica Cotidiana tem acompanhado de perto os desdobramentos das investigações enquanto analisamos cuidadosamente provas enviadas a nossa redação por meio informantes privilegiados.
