A votação que poderia cassar o mandato da deputada Carla Zambelli terminou travada na Câmara. Faltaram trinta votos para atingir o mínimo necessário e, por isso, o caso foi arquivado. Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ e está presa na Itália, enquanto o Supremo aguarda sua extradição.
Entre os representantes do Maranhão, a maioria decidiu pela cassação, entendendo que a gravidade da condenação exigia um posicionamento firme do Parlamento. Ainda assim, alguns nomes destoaram desse movimento. Votaram contra a perda do mandato Allan Garcês, Junior Lourenço e Pastor Gil, todos do PL. Já Fábio Macedo preferiu se abster. Outros, como Detinha, Duarte Jr., Josimar Maranhãozinho, Josivaldo JP e Márcio Honaiser, não registraram voto.
O saldo da sessão abriu espaço para uma reflexão mais direta sobre o papel da Câmara em situações como essa. Quando um parlamentar já foi condenado de forma definitiva, o Legislativo passa a ser cobrado por coerência e responsabilidade, afinal a decisão de manter ou não um mandato deixa de ser apenas política e se torna um teste de compromisso institucional. Aqui, o placar apertado mostrou um Congresso dividido justamente no ponto em que se esperava mais unidade.
