Assim como em Brasília, o Maranhão também já começou a jogar o jogo de 2026. O governador Carlos Brandão exonerou 16 integrantes de sua equipe, numa movimentação que marca o início da disputa eleitoral dentro da própria máquina pública.
A decisão segue o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação, que determina o afastamento de gestores que pretendem disputar cargos nas eleições de outubro. Na prática, é o momento em que o governo começa a se esvaziar de técnicos e dar espaço a lideranças políticas com os olhos voltados para as urnas.
Saíram nomes de peso, espalhados por áreas estratégicas da gestão. Deixaram os cargos Sebastião Madeira, Orleans Brandão, Tiago Fernandes, Bira do Pindaré, Yuri Arruda, Vinícius Ferro, Júnior Viana, Washington Oliveira, Natassia Weba, Abigail Cunha, Paulo Casé, Luís Henrique Lula da Silva, Wolmer Araújo, Cricielle Aguiar, Francilene Paixão e Anderson Ferreira.
Entre todos, um nome chama mais atenção. Orleans Brandão deixa o governo já com o caminho desenhado para disputar a sucessão estadual, carregando não só o peso do sobrenome, mas também a estrutura política construída dentro da própria gestão.
Nos próximos dias, o Palácio dos Leões deve anunciar os substitutos e tentar manter a normalidade da máquina pública. Mas uma coisa já está evidente. No Maranhão, assim como no restante do país, 2026 deixou de ser futuro e passou a ser presente.
