Moraes na mira: Renan Santos fala sobre esquema do Banco Master e cobra queda do ministro do STF
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou, em entrevista ao Imirante, que a crise envolvendo o STF e o caso Banco Master configura uma “guerra civil” em formação no Brasil. Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes e defendeu seu afastamento da Corte, alegando proximidade do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cobrando acesso total às informações do caso, após o ministro André Mendonça liberar o relatório da PF para julgamento em plenário.
O candidato também comentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE, que chegou a restringir sua campanha digital e depois voltou atrás, liberando propaganda eleitoral, participação em debates e acesso ao Fundo Eleitoral. Renan classificou a medida inicial como “perseguição” e disse que o episódio prejudicou sua campanha, atribuindo o ocorrido às suas críticas ao escândalo do Banco Master.
Sobre o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas, 10% na Quaest, contra 3% de Renan, o candidato disse que a migração de votos veio principalmente de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro, e não dos seus próprios apoiadores, interpretando o fenômeno como um voto de protesto contra o cenário político.
Renan Santos esteve no Maranhão para o congresso estadual do Missão, mas cancelou a agenda por motivos de saúde. Na ocasião, defendeu investimentos em infraestrutura no estado, citando ter furado pneu oito vezes rodando por rodovias estaduais, e propôs uma lei de responsabilidade gerencial para prefeitos, com metas de desempenho atreladas a repasses de recursos. Ele segue para São Paulo nesta segunda-feira (7) para participar de ato contra o STF e Moraes, marcado para as 11h no Obelisco do Ibirapuera.
Imagem: Imirante
