Preso após ataque brutal, agressor chocou testemunhas ao minimizar a violência e tratar a tentativa de feminicídio como algo banal
Um homem acusado de um crime bárbaro de violência doméstica foi preso após ser localizado no bairro Maria Firmina, em Paço do Lumiar. Investigado por tentativa de homicídio, o acusado passou a ser tratado pelas autoridades como um criminoso de alta periculosidade, não apenas pela brutalidade do ataque, mas pela frieza demonstrada antes e depois do crime. A prisão encerra as buscas e escancara, mais uma vez, o rosto mais cruel da violência contra a mulher no Maranhão.
Relatos colhidos pela polícia apontam que a vítima sofreu agressões extremamente graves e buscou socorro na Casa da Mulher Brasileira. O quadro clínico se agravou, levando a uma convulsão e à transferência urgente para o Hospital Socorrão. O boletim de ocorrência descreve um ataque violento, que por pouco não terminou em morte. Ainda assim, o agressor fugiu, como se o que tivesse feito fosse algo banal, deixando para trás uma vítima marcada física e emocionalmente.

O cinismo do acusado chocou testemunhas. Segundo relatos, ele chegou a afirmar ao ser preso que “logo sairia” e que nem entendia por que a polícia estava atrás dele, tratando o episódio como “besteira”. A fala revela não apenas desprezo pela Justiça, mas uma mentalidade monstruosa, incapaz de reconhecer a gravidade de um ato que quase tirou uma vida. Esse tipo de postura nos revela o risco que indivíduos assim representam para a sociedade.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara da Mulher de São Luís, no processo nº 0748208-65.2024.8.10.0138, com data de 17 de janeiro de 2026. As autoridades destacam que denúncias anônimas são decisivas para retirar agressores de circulação antes que novas tragédias aconteçam. Crimes dessa natureza não são “besteira”, são expressões extremas de violência que precisam ser enfrentadas com rigor, para que monstros travestidos de gente não continuem agindo impunemente.
