Banho de água fria, Edinho adia de novo agenda no Maranhão e candidatura de Camarão segue sem decolar
O novo adiamento da visita de Edinho Silva ao Maranhão caiu como mais um banho de água fria na tentativa de transformar a pré-candidatura de Felipe Camarão em um movimento de empolgação popular. O evento, que já havia sido remarcado uma vez, agora acumula adiamentos, justificativas e a sensação cada vez mais difícil de esconder de que o projeto ainda não conseguiu ganhar musculatura política suficiente nem dentro do próprio próprio partido.
Oficialmente, o discurso é de “ajuste de agenda” e convocação do presidente Lula. Tudo muito institucional, muito organizado, muito calculado. Mas política tem um “que” de simbolismo meus caros leitores. Quando uma agenda é adiada uma vez, passa. Duas vezes, começa a gerar ruído. Porque quem acompanha os bastidores sabe que eventos políticos dessa dimensão não servem apenas para discursos, servem para medir força, mostrar unidade e enviar recados.
O grupo de Camarão tenta consolidar a imagem de herdeiro natural do lulismo no estado.
A visita de Edinho tinha um peso simbólico enorme porque representava a chancela direta da direção nacional petista ao projeto local. Era uma espécie de fotografia antecipada das eleições … só que a foto não aconteceu…
Nos bastidores, adversários já começam a explorar o episódio como sinal de fragilidade. Afinal, quanto mais se adia um ato pensado para demonstrar força, mais ele passa a transmitir insegurança.
No fim, o problema talvez nem seja o adiamento em si. Política convive com mudanças de agenda o tempo inteiro. O problema é a narrativa que nasce disso.
