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Weverton disse o que precisava ser dito e separou jornalistas de chantagistas

Quando o senador citou o renomado jornalista Marco Aurélio D’Eça como referência, ele não estava atacando ninguém, estava mostrando onde está a fronteira. Existe uma diferença abissal entre quem faz jornalismo de verdade e quem usa as ferramentas da comunicação como instrumento de extorsão

A fala de Weverton Rocha no podcast Café Quente sacudiu os bastidores da blogosfera maranhense. O senador disse, sem papas na língua, que no interior do Maranhão virou moda abrir um blog, ameaçar secretário, vereador ou prefeito, e embolsar um mensalinho pelo silêncio.

Muita gente se ofendeu. Muita gente vestiu a carapuça.

“Quatro séculos atrás, Shakespeare já havia percebido que ‘a suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial’, verso extraído da peça Henrique VI, os séculos passaram. A natureza humana insistiu em ficar imutável. Quem se sentiu atingido pela fala de Weverton, no fundo, já sabe o motivo.

O que ninguém quis divulgar é que o próprio Weverton sabiamente separou o joio do trigo na mesma entrevista. Ele citou pelo nome o renomado jornalista Marco Aurélio D’Eça, 30 anos de jornalismo político, o blog mais antigo em atividade no Maranhão, uma referência nacional no jornalismo político, como exemplo do que comunicação séria significa.

Weverton fala na entrevista que um blogueiro do interior chegou até o senador se gabando de ser mais lido que D’Eça.

A resposta de Weverton foi precisa e seca: querer se comparar com jornalistas que são referências?

A pergunta já era a resposta.

Existe uma diferença enorme entre jornalismo e extorsão. Este humilde blogueiro também sobrevive das palavras e sabe que a ferramenta não faz o jornalista, o compromisso com a verdade faz. Marco Aurélio D’Eça construiu seu nome sem ameaçar ninguém, linha a linha, ao longo de décadas, se tornando referência nacional quando o assunto é cobertura e análise política. Esse é o padrão. E foi exatamente esse padrão que Weverton usou para mostrar onde está a virtude jornalística.

Weverton não atacou a imprensa. Ele descreveu um fenômeno que a imprensa séria já sofre há anos em silêncio. A política maranhense também tem sua parcela de culpa. Mas isso é papo para outro dia. Por hoje, fica o recado, e para citar Marco D’Eça em seu último editorial, separar o joio do trigo nunca foi tão necessário quanto agora.

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

Alex filósofo

Alex filósofo

O jornalista Alex Filósofo (DRT: 2255/MA), professor e apaixonado pela Filosofia, também é empreendedor, blogueiro e graduando em Marketing Digital. Além disso, se destaca como ativista social e cultural. Sua formação intelectual, influenciada pelos pensamentos de grandes nomes da filosofia e da política, resulta em uma crítica sempre desafiadora e esclarecedora.

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