Parlamentar afirma que mensagens atribuídas ao ministro classificam como “lixo” o trabalho da Polícia Federal e reacendem a crise política no Maranhão
A sequência de vazamentos de mensagens, áudios e relatos de intimidação política no Maranhão deixou de ser um assunto regional e passou a ocupar espaço no debate nacional. O que começou com o chamado “escândalo das mensagens”, em outubro de 2025, ganhou novos contornos em fevereiro deste ano, quando um vereador de Colinas denunciou o deputado Márcio Jerry. A repercussão saiu do circuito local e chegou ao público nacional por meio do portal Diário do Poder.
O episódio ganhou ainda mais peso em 13 de fevereiro deste ano, com a divulgação de diálogos que mencionariam uma reunião no STF, tendo como figura central o ministro Flávio Dino. No plenário da Câmara dos Deputados, o deputado Hildo Rocha exigiu explicações públicas. Segundo ele, as mensagens que foram divulgadas pelo Poder360 indicariam que Dino teria classificado como “lixo” o trabalho de investigação da Polícia Federal.
Rocha foi além e afirmou que a PF estaria sendo usada como instrumento de pressão política por agentes ligados ao antigo governo do ministro.
O parlamentar também retomou trechos dos vazamentos de outubro, nos quais se sugeria que o governador Carlos Brandão deveria renunciar até 4 de abril para disputar o Senado, sob ameaça de afastamento pelo STJ caso não cumprisse o prazo. Ao final, Rocha adotou um tom que mistura cautela e acusação, disse preferir acreditar que Flávio Dino não tenha conhecimento do uso de seu nome para chantagens e pressões políticas, mas cobrou que o ministro se manifeste.
