Declaração do premiê israelense ocorre após ataques contra alvos estratégicos no Irã, enquanto Teerã evita confirmar o paradeiro do líder supremo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que há fortes indícios de que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pode não estar mais vivo após a série de ataques militares lançados por forças israelenses e dos Estados Unidos neste fim de semana. Em uma mensagem oficial, Netanyahu afirmou que várias evidências apontam para isso, mas deixou claro que ainda não há confirmação definitiva sobre a situação do religioso, considerado figura central do regime iraniano nas últimas décadas.
A ausência de qualquer registro recente de Khamenei, como vídeos ou aparições públicas desde o início dos confrontos na manhã de sábado, alimenta a especulação internacional. Autoridades de Teerã, porém, negaram ter conhecimento de sua morte, e insistem que o líder ainda estaria vivo, mesmo com o silêncio oficial nas transmissões estatais. Enquanto isso, o conflito segue intenso, com alvos estratégicos sendo visados e sem sinais de trégua imediata.
Netanyahu enfatizou ainda que a operação “vai durar o tempo necessário” e que a destruição do que ele chamou de complexo de Khamenei faz parte de uma estratégia maior para neutralizar ameaças e, nas suas palavras, pavimentar o caminho para uma paz duradoura. A declaração chega em meio a um dos momentos mais tensos das relações entre Israel e Irã, com impactos que podem reverberar pela política regional e global nos próximos dias.
