Gestão de Vanete Gomes é acusada de isolar professores e guardas, enquanto segurança escolar vira preocupação em Ribamar
Enquanto gestores de escolas de todo o município buscam se alinhar a professores, famílias e toda comunidade escolar diante do aumento da preocupação com a segurança nas unidades de ensino, no Liceu Ribamarense 2 o caminho adotado foi outro. O ambiente interno da instituição, localizada no Parque Jair, e sob a direção de Vanete Gomes, tem sido descrito por professores e servidores como marcado por isolamento e autoritarismo. A gestão da dirigente, que assumiu a unidade em fevereiro de 2025, vem acumulando episódios que refletem um quadro de tensão crescente entre a direção e o restante da equipe escolar.
Segundo relatos de servidores, a própria direção tem excluído professores de atividades institucionais, decisões que vão além de falhas pontuais de organização e sinalizam uma tentativa de controlar quem participa da vida interna da escola. Há também denúncia de que comissionados teriam sido orientados a evitar contato com professores concursados, aprofundando divisões dentro da unidade.
Preocupação com a segurança
Guardas que atuam na escola afirmam que a falta de diálogo com a direção tornou-se rotina. Em uma instituição que já enfrenta dificuldades pedagógicas, a ausência de comunicação com quem atua na área de segurança contribui para um ambiente de distanciamento e fragilidade na organização interna.
A preocupação com a segurança ganhou ainda mais peso após um episódio recente registrado no município de São José de Ribamar, quando uma escola foi palco de uma ação criminosa que gerou pânico entre alunos, professores e familiares. O caso reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade das unidades de ensino e a necessidade de medidas preventivas. No Liceu Ribamar, onde já existem relatos de falhas estruturais e de comunicação interna, o contexto amplia a sensação de insegurança vivida pela comunidade escolar.

Discórdia instalada e denúncia de omissão da SEMED
Outro ponto citado por professores é a relação com os pais dos alunos que vem sendo minada pela gestão. Há relatos de que conflitos pedagógicos e administrativos passaram a ser tratados de forma pública e maquiavélica, colocando famílias e docentes em lados opostos, em vez de promover mediação institucional. Para servidores, esse tipo de condução enfraquece o vínculo entre escola e comunidade.
Além das críticas à gestão interna, professores também apontam a postura da Secretaria Municipal de Educação como parte do problema. Segundo relatos, reclamações formais feitas contra a atual direção não teriam sido apuradas com a devida profundidade. Educadores afirmam que a coordenação regional da pasta mantém diálogo frequente com a gestora, mas não adota o mesmo critério ao ouvir servidores que se dizem prejudicados pelas decisões administrativas.
Ainda de acordo com os professores, existe uma orientação informal para que funcionários contratados evitem contato com servidores considerados desafetos da direção, o que, na prática, reforça divisões internas e dificulta qualquer tentativa de mediação institucional. Para eles, a ausência de uma intervenção mais efetiva da Secretaria contribui para a manutenção de um ambiente de conflito permanente.
O resultado é um ambiente de trabalho marcado por tensão constante e dificuldades de cooperação entre os diferentes setores da unidade. Professores afirmam que a fragmentação interna prejudica não apenas o funcionamento administrativo, mas também o próprio processo educativo, ao enfraquecer o trabalho coletivo necessário para o bom desempenho da escola.
