Investigação aponta cobrança de propina sobre emendas que teriam sido direcionadas ao município maranhense
O Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar o deputado federal Josimar Maranhãozinho no processo que apura um esquema de desvio de emendas parlamentares. Embora o julgamento ainda não tenha sido oficialmente concluído, o placar já indica entendimento predominante entre os ministros pela existência de irregularidades na destinação de recursos públicos.
De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o grupo, que também inclui Pastor Gil e o ex-deputado Bosco Costa, teria estruturado um esquema para cobrar cerca de 25% de propina sobre valores liberados por meio de emendas parlamentares. A acusação aponta uma atuação articulada para intermediar a liberação dos recursos junto a municípios.
O caso ganha contornos ainda mais relevantes no Maranhão por envolver diretamente São José de Ribamar. De acordo com informações da acusação apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, há menção a recursos destinados ao município dentro do suposto esquema, com relatos de solicitação de vantagem indevida para liberação de verbas. Os detalhes constam no processo em análise no Supremo Tribunal Federal e foram repercutidos pela .
Os fatos citados na investigação remontam ao período da gestão do então prefeito Eudes Sampaio. Até o momento, não há acusação formal contra o ex-gestor no processo, mas a referência ao município insere o episódio no contexto político local e amplia a repercussão do caso na região.
Os repasses citados na investigação ocorreriam durante a gestão do então prefeito Eudes Sampaio, responsável pela administração municipal no período em que as emendas foram articuladas. Até o momento, não há acusação formal contra o ex-gestor no processo, mas a menção ao município insere o episódio no contexto político local. As defesas dos parlamentares negam irregularidades e alegam ausência de provas, sustentando que as tratativas com prefeituras eram institucionais.
